Dieta: Alimente-se bem sem cair em "armadilhas"!

Publicou: Marcia Parente às 01:00
Você se alimenta de frutas e pequenas quantidades de salgadinhos e biscoitos doces acreditando não por em risco sua dieta?
Veja á seguir porque tal atitude pode ser um ledo engano!

Frutose vira gordura!
A transformação do açúcar das frutas em gordura ocorre nos produtos industrializados que têm esse ingrediente na fórmula, como refrescos, chocolates e geléias, esclarece a pesquisadora Elizabeth Parks, que avaliou um grupo de voluntários submetidos a três testes. No primeiro, eles consumiram uma bebida com 100% de glicose. Nos demais, a solução continha frutose. Foi nesses casos que ela virou gordura rapidamente, conta Elizabeth. Que fique claro: as frutas não devem ficar de lado. Além da pouca quantidade do açúcar, possuem nutrientes e
fibras que retardam a absorção da frutose, explica.

Ilusão calórica!
Muita gente pensa que devorar um pequeno pacote de petiscos não atrapalha a dieta. Ledo engano, revela um estudo publicado na revista americana Journal of Consumer Research. Os 140 participantes da pesquisa assistiram TV enquanto comiam batatas chips, oferecidas em embalagens de vários tamanhos. Pasme: quem atacou as maiores comeu menos. O pacote grande parece uma ameaça à silhueta. Por isso, diante dele o indivíduo se controla, explica Rita do Vale, uma das autoras do trabalho. Já os pequenos parecem inofensivos, e aí acaba-se exagerando.

De olho nas porções!
Preste atenção no tamanho da porção e mastigue um petisco por vez, devagar, sugere a nutricionista Lara Natacci, da Universidade de São Paulo. Isso porque o mecanismo de saciedade leva cerca de 20 minutos para entrar em ação, conta a especialista. Evite também aquelas embalagens que contêm vários pacotinhos. Elas acabam induzindo a pessoa a cometer excessos.

O lado perverso desses alimentos!
É uma equação perversa: de um lado sobram ingredientes do mal e do outro faltam aqueles que só fazem bem. O cálcio, fundamental para o fortalecimento dos ossos, aparece em quantidades insignificantes na maioria dos salgadinhos e das bolachas. “É que eles carregam quantidade reduzida de leite, uma grande fonte do mineral”, explica a nutricionista Bianca Chimenti, da Clínica Nutrociência, de São Paulo. O ferro, importante para o sangue e para os músculos, é outro grande ausente, embora alguns produtos já estejam sendo produzidos com farinha enriquecida de ferro. As fibras, que atuam diretamente na redução dos níveis de colesterol e previnem as doenças cardiovasculares, além de normalizar o funcionamento intestinal, passam longe das bolachas doces e salgadas. Quando aparecem, a quantidade é desprezível. O mesmo acontece com o grupo das vitaminas, presentes em poucas marcas de recheados e em raros salgadinhos. “Isso não livra os alimentos da má fama, mas é melhor do que nada”, observa Bianca Chimenti. “O problema é que esses nutrientes nem sempre são aproveitados pelo organismo.”

Salgadinhos e biscoitos só não perderiam tantos pontos se a gordura hidrogenada fosse substituída por alguma outra. Infelizmente isso quase não acontece. O jeito, então, é limitar ao máximo a ingestão e analisar as informações do rótulo para identificar os ingredientes menos nocivos. Fique de olho ainda no processo de fabricação — já existem salgadinhos assados em vez de fritos. “Uma vez por semana, duas bolachas recheadas podem substituir um pedaço de bolo ou de pão no café da manhã ou no lanche”, sugere Andréa Gislene do Nascimento, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. E salgadinhos? Muito a contragosto, as especialistas permitem, no máximo, um pacotinho de 20 gramas apenas uma vez na semana. E basta mesmo.

O lado bom da gordura!
A gordura nem sempre é ruim, pois precisamos dela para transportar as vitaminas pelo organismo.O importante é prestar atenção no tipo do nutriente. Trinta por cento do que se come por dia tem de ser gordura, assim dividida: 10% das saturadas, presente, por exemplo, na carne vermelha, 10% das poliinsaturadas, que estão no óleos vegetais, e 10% das monoinsaturadas, encontradas no azeite de oliva extravirgem e nas castanhas.

Fonte: Revista Saúde

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