Síndrome da fome oculta? A nutrição resolve!

Publicou: Marcia Parente às 01:00
Uma em cada quatro pessoas sofre da Síndrome da Fome Oculta (SFO), segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E o fato de ela ser classificada como “oculta” tem justificativa: devido ao baixo consumo ou mau aproveitamento dos nutrientes pelo organismo, a SFO vai minando a beleza e a saúde aos poucos, sem fazer grande alarde. Na maioria dos casos, a vítima só começa a desconfiar que alguma coisa está errada quando os estragos já são visíveis. Os mais comuns são: pele opaca e sem vida, devido à má oxigenação do sangue; predisposição a rugas e flacidez, ocasionadas por alterações na formação de colágeno; cabelo sem brilho e em queda livre; e unhas manchadas e quebradiças pela ausência de vitaminas e minerais em geral. “Também é comum a mulher se queixar de cansaço, fraqueza, palpitação, cãibras, dores musculares, diminuição da concentração e sangramento vaginal”, afirma a nutricionista Roseli Rossi.

Em meio a esse desequilíbrio todo, a saciedade acaba prejudicada e a fome vai se tornando cada vez mais constante. Tudo porque o organismo, espertinho, envia um pedido de socorro ao cérebro dizendo que precisa de vitaminas e minerais para recuperar o equilíbrio. O cérebro mais do que depressa manda um sinal de fome para que você coma e, com isso, dê ao organismo os tais nutrientes de que ele precisa. Diante desse alerta, é comum a gente partir para itens que matem a fome a jato, caso dos carboidratos refinados, que, apesar de digeridos mais rapidamente, são pobres em nutrientes. Por isso, não demora para que o cérebro envie outros sinais de fome, fazendo comer de novo e de novo, num ciclo vicioso. Mesmo causando tanta confusão, a SFO não é classificada como doença. “Ela é uma denominação para a condição de quem tem carência de nutrientes”, diz a nutricionista Anita Sachs, professora da disciplina de nutrição do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal Paulista.

Quem está na mira?A síndrome tem como alvo quem segue dietas restritivas, não come frutas, legumes e verduras, abusa de produtos industrializados e fast food. O mal ainda pode afetar quem exagera nos exercícios aeróbicos. “Tudo porque durante a atividade o organismo utiliza, além das calorias, vitaminas e minerais, que nem sempre são repostos adequadamente”, alerta a nutricionista Alessandra Sarmento, da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Por outro lado, pouco adianta repor nutrientes se você ingerir certas substâncias que atrapalham a absorção de vitaminas e sais minerais. “Excesso de alguns medicamentos, como antiácidos, ou de chá, café e refrigerante podem ser prejudiciais”, completa a nutricionista Bárbara Sanches, da VP Consultoria Nutricional, no Rio de Janeiro. Stress, verminoses, fumo e álcool também são agravantes, assim como a cirurgia de redução do estômago. “Esse tipo de operação acaba afetando a absorção de nutrientes, que acontece no intestino, e altera principalmente o metabolismo do cálcio, do ferro e da vitamina B12”, aponta o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade e síndrome metabólica do serviço de endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Qual o tratamento?Quando o médico desconfia que alguém tem a SFO, começa a buscar as causas das deficiências. “Deve ser feito um histórico alimentar, com base nas lembranças da paciente, e uma avaliação clínica com exames bioquímicos, como os de sangue, e antropométricos, que é a medida da composição corporal”, diz Anita Sachs. O passo seguinte inclui a adoção de um cardápio balanceado e de suplementos para reequilibrar o organismo. Mas, atenção: nada de comprar todos os suplementos que encontrar pela frente. Consulte um especialista. Fazendo o tratamento adequado, em pouco tempo sua fome volta ao normal e emagrecer ou manter o peso se torna mais fácil.

O cardápio pode até conter o número certo de calorias diárias, mas, se a alimentação não for variada, o corpo continua com “fome”, sentindo falta dos nutrientes vitais para um bom funcionamento.

Quais são os nutrientes fundamentais?Segundo a Organização Mundial da Saúde, as três maiores carências nutricionais do mundo são ferro, vitamina A e iodo. Confira agora se você está devendo algum deles ao seu organismo.

FerroPor que faz bem: aumenta o volume sanguíneo e transporta o oxigênio para todo o organismo.
Quando falta: provoca alterações no sistema nervoso e hematopoético (produtor de hemoglobina, que dá a cor vermelha ao sangue), levando à fraqueza e ao baixo rendimento.
Onde tem: carne vermelha, frutos do mar e leguminosas.

Vitamina APor que faz bem: é essencial para manter a integridade das células e do sistema imunológico.
Quando falta: prejudica a visão e a defesa do organismo.
Onde tem: cenoura, abóbora, espinafre, melão e batata-doce.

Iodo
Por que faz bem: atua na fabricação dos hormônios da tireoide.
Quando falta: afeta o sistema nervoso e, durante a gestação, pode resultar em retardo mental do bebê.
Onde tem: sal, frutos do mar e vegetais cultivados em solo rico no mineral.

Fonte:Boa Forma

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