Depressão versus obesidade

Publicou: Marcia Parente às 01:00

Nem sempre a sensação de que a vida “perdeu o colorido” induz à falta de apetite e ao consequente emagrecimento.
Muitas vezes, esta impressão faz o ponteiro da balança disparar, levando à obesidade. O fato é que as duas doenças estão intimamente ligadas.
Isto ocorre quando a comida é usada como mecanismo compensatório (a pessoa se alimenta na tentativa de aliviar a tristeza), havendo episódios de compulsão alimentar.
Além deste fator, o uso de antidepressivos, que aumentam o apetite, pode alterar o metabolismo deixando-o mais lento e propenso ao ganho de peso.
Devemos levar em conta, também, o próprio distúrbio emocional.
Ele faz a pessoa ficar sem ânimo para praticar atividades físicas, optando, ao contrário, por ficar em casa, deitada e isolada do mundo.
Tal inatividade tende aoaumento da massa corporal.
Em uma situação inversa a obesidade pode desencadear a depressão devido a fatores como:
baixa autoestima, insatisfação com a imagem corporal, isolamento social, sentimentos de rejeição, frustração, culpa e vergonha.
Nesse caso a compulsão alimentar já é uma manifestação da depressão que, inclusive atinge
até 30% das pessoas com obesidade.
Portanto, ficar atento a este “sinal” é uma forma de detectar que algo não está bem.
Este descontrole alimentar frequente pode ser fruto de conflitos emocionais e, se não tratados, podem causar um estado depressivo.
A obesidade ainda é um fator de risco
para o desenvolvimento e/ou agravamento de doenças psiquiátricas tais como: transtorno bipolar, transtorno alimentar e ansiedade generalizada.
Entretanto, isto não significa que todos os obesos estejam propensos a estes distúrbios.
Como, acima de tudo, a obesidade é uma doença multifatorial (provém de diversas causas), é importante o acompanhamento e controle de médico, psicólogo (ou psiquiatra, mediante a necessidade de antidepressivos), nutricionista e educador físico.
Este é o ÚNICO tratamento efetivo para essa doença e deve ser feito em longo prazo, atrelado a mudanças no estilo de vida, que podem ser a prática de exercicíos físicos, indispensáveis á saúde física e psicológica, e que além de reduzir medidas, ameniza os efeitos do estresse, que podem levar à depressão.
No entanto, é válido ressaltar a importância do acompanhamento de um profissional habilitado (educador físico) para definir o tipo, a intensidade e a duração desta atividade.
Incorporá-la ao dia a dia só trará benefícios, fazendo com que a pessoa sinta-se mais disposta e confiante em sua capacidade de transformação rumo á uma vida mais feliz e saudável.

Fonte de referência: Revista Dieta Já

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